Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

CARTÃO DE VISITA

Decidi fazer hoje a minha apresentação, a quem me dá o gosto da sua companhia.

Para o efeito, resolvi utilizar um esplêndido poema de um dos maiores poetas portugueses : Miguel Torga.

                                 LETREIRO

Porque não sei mentir,

Não vos engano:

Nasci subversivo.

A começar por mim

(Meu principal motivo de insatisfação),

Diante de qualquer adoração,

Ajuízo.

Não me sei conformar.

E saio, antes de entrar,

De cada paraíso.

Aí fica o aviso à navegação...

sinto-me: Bem-disposta!
música/livro: José Afonso : " Coro dos Caídos"
publicado por São Banza às 01:43
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14 comentários:
De Não se permite anonimato a 11 de Outubro de 2007 às 02:06
Minha amiga
Foi por causa de ter nascido assim que paguei muitas vezes na carne esse atrevimento. mas cá estou são e salvo.
Um abraço
José Gonçalves


De São Banza a 11 de Outubro de 2007 às 02:59
Muito gosto em recebê-lo nesta sua casa.
Caro amigo, já somos dois! Mas, diga-me lá , vale a pena, não vale?
Será sempre bem - vindo!
Como estou numa das minhas (frequentes) "nuits blanches" já não sei se é boa noite ou bom dia que lhe deseje.
Um abraço.


De Pitanga Doce a 11 de Outubro de 2007 às 04:05
Mas que raio de Letreiro é esse? Não entras no Paraíso? Não passas nem na porta? heheh


De São Banza a 11 de Outubro de 2007 às 15:39
Os Búfalos-Virgens gostam imenso de pensar pela sua cabecinha e detestam "circos" e fanatismos de todo o género: às vezes, é aborrecido, mas enfim...
Quando , por engano, passei a porta, dei logo um trambolhão, imagina tu.
Abraços!


De elvira a 11 de Outubro de 2007 às 14:18
Parece-me minha amiga que estamos a caminhar para uma época em que cada vez mais temos que ser assim.
Antes que a pata comece a pisarnos o pescoço.
E para quando os seus poemas?
Porque não acredito que Torga a defina melhor do que você mesma. Por muito bom que tenha sido e foi-o sem dúvida.
Tenho um amigo que escreve muito bem. Mas vive na sombra do Torga. Isto é, sempre que se quer defenir, quer expressar determinadas ideias, apresenta-me poemas do Torga. É Moda?
Já agora se quiser dar uma espiada no blog dele, o link encontra-se entre os meus e o blog é o Ecos de Verdade.
Um abraço e desculpe se me alonguei. Mas eu também gosto de ser sincera e de dizer o que penso.


De São Banza a 11 de Outubro de 2007 às 15:44
Minha linda, por ser como é, é que eu gosto de si.
Tempos houve em que fui influenciada por Torga, mas depois como não lhe conseguia chegar nem perto, decidi ser São de primeira em vez de Torga de refugo.
Lá irei ao Ecos de Verdade.
Gosto sempre de a ter cá.


De Apátrida a 11 de Outubro de 2007 às 15:10
Hay dos modos de conciencia:
una es luz y otra, paciencia.
Una estriba en alumbrar
un poquito el hondo del mar;
otra, en hacer penitencia
con caña o red, y esperar
el pez, como pescador.
Dime tú: ¿ Cual es mejor?
¿Conciencia de visionario
que mira en el hondo acuario
peces vivos?
fugitivos
que no se pueden pescar,
o esa maldita faena
de ir arrojando a la arena,
muertos, los peces del mar?
ANTONIO MACHADO

As cousas debense dicir, pero sempre con respeto e bos modales. Moitas veces perdennos as formas.
Un abraÇo


De São Banza a 11 de Outubro de 2007 às 15:48
Bem-vindo .
Sempre em óptima companhia~, desta vez o poeta de quem o estupendo cantautor catalão Joan Manuel Serrat cantou :" Caminhante, não há caminho; faz-se caminho ao andar".
Unha aperta!


De Poliedro a 11 de Outubro de 2007 às 16:08
Adorável Amiga:
Miguel Torga era natural de S.Matinho D´Anta a dez KM de minha casa. Senti com fervor a sua vida e a sua pessoa encantadora e ímpar. Era dotado de imenso valor comunicativo, amava o Mundo e as pessoas como ninguém. Entregava-se a elas e depositava amor em tudo o que fazia e concebia maravilhosamente.
Também é maravilhosa pela sua escolha poética que fascina. Todos nos sentimos um pouco subversivos na vida e de nós próprios. Depende como construimos a nossa forma de existir.
Olhe, adorei!
Passo aqui deslumbrado com tudo o que vejo. Parece que paira aqui algo de extraordinário e muito belo.
Parabéns pelo que é e dedica aos outros. Pela sua entrega.
Beijos com muito respeito e estima
pena


De São Banza a 11 de Outubro de 2007 às 17:17
Muito contente e muito grata pela sua vinda a este espaço, que é seu também.
O mundo é aquilo que são os olhos que o vislumbra, por isso achou a casa bonita.
Gostarei sempre de o ter por cá.
O meu apreço!


De Não se permite anonimato a 11 de Outubro de 2007 às 17:17
Torga... o problema de Torga é que não deixa pedra sobre pedra. Quem o Lê não fica igual. Expõe a nossa natureza nua e crua, não vestida de mentiras e promessas de mundos melhores... dizia " toda a vida humana é uma breve ou demorada despedida, que começa, de facto, logo à nascença, e acaba, aparentemente, no dia da morte....o Homem é um mistério encarnado, opaco amaior parte das vezes aos olhos mais penetrantes. Por isso, ninguém conhece verdadeiramente ninguém. Mas os poetas mostram-se sempre como são."
adorei passar por aqui...voltarei...
Vicente


De São Banza a 11 de Outubro de 2007 às 17:25
Feliz pela sua vinda, agradeço as palavras e fico esperando o cumprimento da promessa!
Torga é uma força da Natureza, um pagão à moda antiga, cheio de uma espititualidade materialista, digamos assim.
Espero ter-me feito compreender.Mas que amira Torga como o Vicente, percebe decerto.
Saudações!


De gilberto_duwens a 11 de Outubro de 2007 às 17:37
Meu conterrâneo Torga. O seu ninho em São Martinho de Anta (Vila Real) é fantástico, aconselha-se uma visita...

"Não sou poeta, nem escritor. Sou um alfaiate de provincia que, sem freguesia, teima em coser e em resistir com as suas linhas, à tirania arrogante e insolente da Alta Costura do pensamento"

Não é Miguel Torga... mas podia ser


De São Banza a 11 de Outubro de 2007 às 19:02
Muito gosto em ouvi-lo.
Vila Real, Casa de Mateus e Panóias conheço; o ninho de águias seu e de Torga, infeliz/, não.
Suspeito que seja o meu amigo o alfaiate de província, digo-lhe então que é um bom profissional!
Para si, também seu conterrâneo, Teixeira de Pascoaes:

Quem pode ser feliz, enquanto houver o mal?
Quem pode ser alegre, enquanto houver tristeza?
Sorrir, enquanto chora a dor universal?
Cantar, enquanto é um ai profundo a Natureza?

Dê-me sempre o gosto da sua vinda.
Saudações!


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