Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

POESIA DE RESISTÊNCIA

Porque a luta continua e encontrei neste mundo da Internet, graças a Deus, pessoas que partilham estas minhas preocupações quanto ao futuro do país  e que , para cúmulo, têm sensibilidade e talento , vou partilhar convosco um bom exemplo da nova poesia de resistência, com a devida vénia a Ecos da Verdade donde o "roubei"...mas após aviso ao meu caro Vicente, que o escreveu.

O galo cantou

na noite escura

e não se queria calar...

Veio o Senhor

com o cutelo

para o matar...

O galo viu-o ao longe

mas não se quis calar...

E quando ao almoço

se gabava a cabidela

na mesa dos senhores

continuava na cela

o Homem por acordar...

Boa semana...e tenhamos esperança e garra!

sinto-me: Enganada.
música/livro: José Afonso - "Venham mais cinco"
publicado por São Banza às 01:01
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16 comentários:
De Pitanga Doce a 22 de Outubro de 2007 às 02:07
Deste galo que falas eu não conheço, mas tenho um trauma de galo, que nem imaginas!

beijos de quase segunda


De São Banza a 22 de Outubro de 2007 às 02:21
Ah, sim? Qualquer dia contarás em pormenor!
Boa semana, em companhia da Júlia!


De elvira a 22 de Outubro de 2007 às 10:28
Como o Vicente é amigo comum, já conhecia o poema. E como lhe disse a ele, cada vez mais os galos estão a ser silenciados. A bem ou a mal.
Um abraço.


De São Banza a 22 de Outubro de 2007 às 14:45
Olá Elvira!
Não percamos a esperança, porque em Portugal os galos ressuscitam, não é? ....Não é essa a estória do famoso galo de Barcelos? AH! AH! AH! Temos que ter um certo humor, senão pior ainda.
Boa semana.


De desiderio a 22 de Outubro de 2007 às 11:18
A luta contínua entre as pessoas inconformes com as injustiças sociais. Em “Mi música favorita” recordei a alguém que lutou pela liberdade de vosso povo que em definitiva é a liberdade de todos os povos oprimidos do mundo.

Beijinhos


De desiderio a 22 de Outubro de 2007 às 11:26
Perdoa. Esqueci-me de dizer que a idéia de incluir a Zeca em minha blog de musica a recolhi de tua recomendação musical que fazes hoje, amiga São


De São Banza a 22 de Outubro de 2007 às 14:51
Querido amigo, agradeço-te quer em nome pessoal quer no de Portugal a tua sensibilidade e interesse pelos nossos assuntos.
O mais deixei no teu excelente Mi Música Favorita, que aqui deixo recomendado a toda a gente de bom gosto.
Bem - hajas!!


De São Banza a 24 de Outubro de 2007 às 16:05
E como há injusiça, meu querido amigo, como há...e contra isso só temos mesmo de lutar.
Besos.


De Rui Caetano a 22 de Outubro de 2007 às 16:38
Gostei do texto, interessante e muito sugestivo.


De São Banza a 22 de Outubro de 2007 às 17:37
Se gostou, volte.
Bem haja!


De Apátrida a 22 de Outubro de 2007 às 17:44
Os poetas, sempre souberón dicir, millor que ninguen, as verbas precisas cos ritmos necesarios para albiscar a espranza, aínda que os camiños esmorezan co nibueiro.
Un abraço

ESPRANZA

Erguerémo-la esperanza
sobre ista terra escura
coma quen ergue un facho
nunha noite sin lua.

marcharemos cinguidos
polos duros segredos
dunha patria soñada
á que non voltaremos.

Non sabrán o camiño
que pra entón colleremos.
Longos ríos de brétema,
longos mares de tempo
longos mares de tempo.

Tripulantes insomnes,
na libertá creemos.
Viva, viva decimos
aos que están no desterro
e soñan cun abrente
de bandeiras o vento.

Adictos da saudade
que levades a luz polos vieiros,
¡Saúde a todos,
compañeiros!

CELSO EMILIO FERREIRO


De São Banza a 23 de Outubro de 2007 às 11:19
Outro belo poema que tenho a agradecer-te!
A tua vinda é sempre prazeirosa!
Unha aperta!


De gustavo chaves a 22 de Outubro de 2007 às 18:25
Pois minha cara, que belo poema, que bela metáfora, e que nunca deixemos de sonhar e lutar, esperança sempre!


De São Banza a 23 de Outubro de 2007 às 11:16
Em Portugal diz-se que a esperança é a última a morrer, pelo que só temos que a manter viva e lutar pela realização dos nossos sonhos, não é?
Abraços.


De José Gonlaves a 22 de Outubro de 2007 às 21:19
Não estou muito de acordo com a nossa amiga Elvira e até estou meio "apardalado" com isso, é que ainda há por aí muito galo a cantar, e se alguns vão desaparecendo outros tem estado à espreita para aproveitar a vaga.
Acho que ainda não somos os suficientes para os calar...
Um abraço e uma boa semana
José Gonçalves


De São Banza a 23 de Outubro de 2007 às 11:13
Os amigos por vezes discordam, não há mal nisso. A esse propósito lhe deixo uma quadra do poeta popular António Aleixo:

Contigo em contradição
Pode estar um grande amigo
Duvida mais dos que estão
Sempre de acordo contigo.

Volte sempre!
Bem haja!


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