Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

A ERNESTO "CHE" GUEVARA

Escrevo-te a vermelho, porque eras um"rojo", porque vibrantes eram os teus sonhos e ideais, porque vermelho correu o sangue das tuas feridas e da tua morte.

Não partilho a tua ideologia, mas respeito a tua coerência, a tua coragem e o modo como viveste aquilo em que acreditavas.

Mario Teran, sargento do exército da Bolívia, assassinou-te a sangue frio numa sala de aula a mando de Félix Rodriguez, homem de mão da CIA ( aliada do ditador René Barrientos. Como é, aliás, seu modo antigo de fazer). Nem isso lhe ganhou a simpatia dos "democráticos" norte-americanos, pois quando , no ano passado, precisou de ser operado a cataratas foi em Cuba que o salvaram da cegueira!

Quase fizeram de ti um deus, mas não passaste de um Homem. A quem ainda se rende preito e se lembra como referência. Para mim, muito mais digno de admiração do que Fidel Castro, que - muito fardado - discursa durante horas para um povo vivendo muito mal...e não só por culpa do insano bloqueio estado-unidense.

Para tua memória e honra, deixo-te a mensagem cantada por uma grande cantora sul-americana , que - à sua maneira - se empenhou igualmente pela melhoria de vida e pela Democracia no vosso continente : Mercedes de Sosa:

                            SOLO  LE  PIDO  A  DIOS

      Solo le pido a Dios

    Que el dolor no me sea indiferente,

     Que la resseca de la muerte

     No me encuentre vacia y sola

     Sin haber hecho lo suficiente

       Solo le pido a Dios

    Que el engaño no me sea indiferente,

    Si un traidor puede más

    Que uns quantos

    Que essos quantos

     No le olviden facilmente

           Solo le pido a Dios

       Que la guerra no me sea indiferente,

       Es un monstruo grande y pisa fuerte

       Toda la pobre inocência de la gente.

Tu não foste indiferente, Deus graças!

Antes de te deixar, permite que agradeça a Desiderio Benito Hernández a generosa oferta do poema.

Paz à tua alma!

Vida à Democracia e à Igualdade!

sinto-me: PENALIZADA!
música/livro: "EXPRESSION ANDINA" - MALLKU
publicado por São Banza às 12:13
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De gilberto_duwens a 9 de Outubro de 2007 às 15:26
Contra o Vento e as Marés

Este poema (contra o vento e as marés) levará minha assinatura.
Deixo-lhes seis sílabas sonoras,
um olhar que sempre traz (como um passarinho ferido) ternura,

Um anseio de profundas águas mornas,
um gabinete escuro em que a única luz são esses versos meus,
um dedal muito usado para suas noites de enfado,
um retrato de nossos filhos.

A mais linda bala desta pistola que sempre me acompanha,
a memória indelével (sempre latente e profunda) das crianças
que, um dia, você e eu concebemos,
e o pedaço de vida que resta em mim.

Isso eu dou (convicto e feliz) à revolução
Nada que nos pode unir terá força maior.

(Ernesto "Che" Guevara - Poema dedicado à Aleida, sua esposa)

Che, o outro lado da lenda



De São Banza a 9 de Outubro de 2007 às 15:41
VIVA!
Valeu a pena esperar tanto tempo, pois me trouxe algo muito bonito e que me era desconhecido de todo. Para si, meu amigo, os meus agredimentos!
A casa está sempre ao seu dispor, sabe-o.
Saudações!


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